Há vários tipos de investimentos em renda fixa, mas este mercado não é estático. É inovador e sempre surgem produtos diferentes, para a ampla gama de necessidades dos investidores e das empresas. Vamos abordar hoje o que se espera para o próximo ano neste segmento e no sistema financeiro.
Já são conhecidas no mercado de capitais as siglas CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio). Essas alternativas de investimentos são muito usadas por pessoas físicas, por conta da isenção de imposto sobre seus rendimentos. Estes são títulos hoje já mais maduros e populares.
Em 2022, o mercado conheceu o irmão mais novo da família, o Certificado de Recebíveis (CR). A principal semelhança entre eles é serem títulos lastreados por recebíveis, sendo que no caso dos CR podem ser de qualquer tipo, como da área educacional e das fintechs, entre tantos. Mas este não tem a isenção de IR para o investidor pessoa física como os CRIs e os CRAs.
Além da flexibilização do uso dos recursos, os certificados de recebíveis facilitam o acesso ao mercado de capitais para empresas de menor porte. Historicamente, as emissões tradicionais ficavam limitadas àquelas com montantes acima das centenas de milhões de reais e para setores específicos, sendo que fica aberto o caminho para novos tipos de recebíveis com emissões que começam perto do R$ 1 milhão, como temos visto no mercado e em pipeline hoje.